Referência técnica

Protocolos e fórmulas de composição corporal

As equações que o fatloss usa, escritas por extenso. Publicamos isso porque saber qual fórmula gerou um número é parte da avaliação, não detalhe de implementação.

Protocolos de dobras cutâneas

Jackson-Pollock 7 dobras

Sete sítios, equação de densidade separada por sexo e com termo de idade. É a referência para adulto não atleta.

Faulkner, 4 dobras

Quatro sítios e resultado direto, sem passo de densidade. Rápido, mas não separa por sexo nem idade.

Densidade corporal para percentual de gordura

Os protocolos que estimam densidade corporal (como o Jackson-Pollock) precisam de uma segunda equação para chegar ao percentual de gordura. As duas mais usadas assumem densidades diferentes para os compartimentos corporais:

Siri (1961)

%G = (495 ÷ D) − 450

Brozek (1963)

%G = (457 ÷ D) − 414,2

A diferença entre as duas costuma ficar em torno de um ponto percentual para a mesma densidade. O erro grave não é escolher uma ou outra, é trocar no meio do acompanhamento.

Taxa metabólica basal

A TMB é a energia gasta em repouso. O fatloss permite escolher a equação por avaliação, porque nenhuma delas é a melhor em todo contexto. Peso em kg, altura em cm, idade em anos.

Mifflin-St Jeor (1990)

Homens: TMB = 10·peso + 6,25·altura − 5·idade + 5 Mulheres: TMB = 10·peso + 6,25·altura − 5·idade − 161

Harris-Benedict revisada (Roza & Shizgal, 1984)

Homens: TMB = 88,362 + 13,397·peso + 4,799·altura − 5,677·idade Mulheres: TMB = 447,593 + 9,247·peso + 3,098·altura − 4,330·idade

Cunningham (1980)

TMB = 500 + 22 × massa magra (kg)

Mifflin-St Jeor costuma ser a escolha padrão para a população geral, por ter erro menor que Harris-Benedict em estudos de validação posteriores. Cunningham depende de massa magra e por isso só faz sentido quando a composição corporal foi de fato medida; em pessoa com muita massa magra, como atleta, ela tende a representar melhor o gasto do que as equações baseadas só em peso e altura.

Gasto energético total

O GET aplica um fator de atividade sobre a TMB. Os fatores usados são os clássicos da literatura:

GET = TMB × fator

Sedentário 1,200 Levemente ativo 1,375 Moderadamente ativo 1,550 Muito ativo 1,725 Extremamente ativo 1,900

O fator de atividade é o componente mais subjetivo de toda a cadeia de cálculo. Ele depende de autorrelato e costuma ser superestimado, então o GET deve ser tratado como ponto de partida a ser ajustado pela resposta real do paciente, não como verdade.

Onde essas fórmulas rodam

No fatloss o cálculo é feito no servidor no momento em que a avaliação é finalizada, a partir das medidas gravadas. O cliente mostra uma prévia enquanto o profissional digita, mas não é ele quem define o valor persistido.

As equações existem em duas implementações independentes, Go no servidor e TypeScript no cliente, mantidas em paridade por teste automatizado, para que prévia e resultado final nunca divirjam. A avaliação finalizada é imutável e versionada: correção gera versão nova com recálculo, e o histórico anterior permanece intacto.

O fatloss calcula tudo isso na hora, guarda o histórico versionado, e entrega a evolução para o paciente no aplicativo dele e numa página de evolução com a marca da sua clínica.

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